Lei.a indica: 24 conteúdos sobre agroecologia e alternativas aos agrotóxicos

Conhecer outras possibilidades de cultivar e consumir alimentos sem veneno é um passo importante relacionado ao meio ambiente e proteção da sua saúde . O Lei.A dá dicas que podem fazer diferença em sua vida e no mundo

O Brasil vive um momento em que a agenda ambiental é posta em xeque, passando por um período com diversas propostas de leis que impactam diretamente os solos, as florestas e as águas do país. Um dos exemplos disso é o projeto de lei 6299/02, conhecido como “PL do Veneno”.

Em Minas Gerais, o agronegócio responde hoje por quase um terço da economia, ocupando 60,2% de toda área agricultável do estado. Esse modelo é baseado em monocultivos, quer dizer, apenas um produto cultivado em larga escala, com uso intensivo de venenos, sendo em sua grande maioria direcionado à exportação.  Uma das consequências é a alta quantidade de resíduos químicos contaminando as águas, os solos e os alimentos. 

Em contraponto, existem muitos agricultores familiares que produzem alimentos amparados nos princípios da agroecologia, partindo de uma outra perspectiva em todo o processo de prática agrícola. Esse modelo prioriza a utilização dos recursos naturais com mais consciência, respeitando princípios socioecológicos em todas as etapas produtivas. 

Considerando que o Brasil segue sendo campeão mundial no uso de agrotóxico, responsável por 20% do consumo total desses produtos no planeta, listamos vinte e quatro conteúdos para quem quer conhecer o tema e ampliar a visão sobre alternativas possíveis ao veneno nas terras, nas águas e nos corpos. Os materiais vão desde vídeos simples e curtos a filmes, cartilhas e livros: 

Vídeos

Agrofloresta é mais – O documentário mostra a experiência de 24 famílias de agricultores que tiveram que reformular seu plantio após se encontrarem em uma Área de Proteção Ambiental (APA), na cidade de Antonina (PR). O filme é um retrato das dificuldades enfrentadas pelos agricultores diante de novos aprendizados e de um novo conceito de cultivo saudável. 

 

O Veneno está na Mesa – O documentário aborda como a chamada “Revolução Verde”, do pós-guerra, acabou com a herança da agricultura tradicional. No lugar, implantou um modelo que ameaça a fertilidade do solo, os mananciais de água e a biodiversidade, contaminando as pessoas e o ar. Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. 

Agroflorestação: Outro jeito de fazer agricultura no semi-árido – A série expressa as vivências, sonhos e desejos de agricultoras do semi-árido cearense que, a partir das suas experimentações práticas, vêm tecendo novas relações com a terra, a água, com os animais e com as pessoas.

Por que não o paraíso? – O documentário traz um olhar sobre a experiência de Marsha Hanzi, precursora da Permacultura no Brasil, e de sua equipe na criação do Epicentro Marizá, sítio agroecológico no sertão da Bahia, apontando possíveis caminhos de transformação para a humanidade e para o planeta.

O Mundo Segundo Monsanto – O documentário trata de assuntos de agricultura, política, poder, alimentos transgênicos, engenharia genética e direito. A narrativa é fundamental para entender o universo dos alimentos transgênicos por meio da dinâmica de funcionamento da Monsanto, multinacional de alcance global da área de agricultura e biotecnologia, especializada em engenharia genética, sementes e herbicidas.

Canal Agenda Gotsch – O grupo cria conteúdos diversos sobre Agricultura Sintrópica e fortalecendo o debate em torno da sustentabilidade na agricultura. 

Canal Mais (Movimento de Agroflorestores de Inclusão Sintrópica) O grupo forma agroflorestores em diferentes regiões do Brasil e compartilha no canal esse processo de disseminação das técnicas. 

 

Agroflorestar, Semeando um mundo de amor, harmonia e fartura O filme mostra como a introdução ao sistema agroflorestal mudou a vida de mais de cem mil famílias de agricultores de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira.  De forma positiva o filme demonstra como podemos ter uma alternativa sustentável para a agricultura, sem destruir o planeta.

A agroecologia da luta pela terra: o assentamento Mário Lago em Ribeiro Preto – SP O documentário conta a história do assentamento que surgiu em 2003 e vem desenvolvendo um projeto de agrofloresta. O modelo implantado tem como essência a união entre agricultura, homem e floresta e mostra como  é possível produzir mais, com mais qualidade e em harmonia com a natureza.

Como funciona a agrofloresta – A Revista Superinteressante produziu um conteúdo simples, rápido e didático sobre a técnica de agricultura que copia a natureza, sem o uso de venenos ou fertilizantes.

Entrevista com Larissa Bombardi  – O jornalista Bob Fernandes entrevista a autora do atlas Geografia Do Uso De Agrotóxicos No Brasil, que fala sobre o uso excessivo de agrotóxicos no país.

 

Livros

Livros: 

A Revolução de uma Palha – Autor: Masanobu Fukuoka – Uma Introdução à Agricultura Selvagem – Ao longo das últimas décadas, Masanobu Fukuoka assistiu à degradação da terra e da sociedade japonesas, enquanto o seu país seguia o modelo de desenvolvimento econômico e industrial americano, deixando para trás uma rica herança de trabalho simples e próximo da terra. Nesta obra, além de descrever a agricultura selvagem em si, Fukuoka relata os acontecimentos que o levaram a desenvolver o seu método baseado na agricultura tradicional e o impacto deste na terra, em si próprio e nas pessoas a quem o ensinou, explicando a razão que o leva a acreditar que ele oferece um modelo de sociedade prático e estável baseado na simplicidade e na permanência.

 

A vida secreta das plantas – Autor: Peter Tompkins – O livro mostra que as plantas, por meio de um outro mecanismo de comunicação, são capazes de se comunicar entre si e com os homens, inclusive a longas distâncias. Elas sentem dor e medo. Ansiedade e prazer. Sentem alegria e demonstram afeto. Gostam da companhia das pessoas, identificam os seus amigos e reagem contra a proximidade do inimigo. Se trata de uma obra destinada a revolucionar as concepções humanas sobra a natureza, o equilíbrio ecológico, o homem e o próprio futuro da Terra.

 

A Revolução das PlantasAutor: Stefano Mancuso – O livro fala sobre o potencial das plantas para a solução de vários problemas, abordando a autonomia energética dos mundo vegetal e sua arquitetura cooperativa, que faz delas seres vivos capazes de resistirem a repetidos eventos catastróficos e de se adaptarem com rapidez a enormes mudanças ambientais. Ao revelar a capacidade das plantas de aprender, memorizar e se comunicar, o cientista fundador da neurobiologia vegetal propõe um novo modelo para pensar o futuro da tecnologia, da ecologia e dos sistemas políticos.

 

 Agrofloresta: Aprendendo a produzir com a naturezaAutores: Walter Steenbock e Fabiane Machado – O livro traz alguns conceitos de ecologia, discutindo sua aplicação na prática agroflorestal da Cooperafloresta (Associação de Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo). Esse grupo atua há duas décadas na região e vêm produzindo alimentos em conjunto com o incremento de fertilidade e conservação do solo, de biodiversidade, de autonomia e de segurança alimentar, por meio da agrofloresta. Hoje, nessa região, mais de uma centena de famílias têm na prática agroflorestal sua opção de produção e reprodução familiar, demonstrando, assim, esse caminho. 

 Agricultura tóxica: um olhar sobre o modelo agrícola brasileiro – Autores: Greenpace Brasil – Desde 1990, o Greenpeace vem expondo e questionado o modelo agrícola brasileiro. Este livro é um convite à reflexão sobre a construção de um futuro alimentar mais saudável, tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente – um modelo que seja justo, equitativo e inclusivo para quem produz e para quem consome.

 

Primavera Silenciosa – Autora: Rachel Carson. – Este livro influenciou decisivamente várias gerações de cientistas e pessoas que se envolvem com as causas ambientais . Ele foi escrito em 1962, quando qualquer indústria química de inseticidas e outros derivados sintéticos podia lançar no meio ambiente o que bem entendessem, sem testes cientificamente projetados. No fundo, praticamente bastava que essas substâncias sintetizadas não matassem o químico responsável. O livro é um marco por ser o embrião de campanhas contra o uso de defensivos químicos, que depois se ampliou progressivamente para, por exemplo, combater os CFCs que destroem a camada de ozônio, até atingir, finalmente, a questão das emissões de CO2 e o aquecimento global.

Agrotóxicos no Brasil: Um Guia em Defesa da Vida (2011) – Autora: Flávia Londres – A publicação traz informações importantes sobre legislação, programas de monitoramento de resíduos em alimentos, prevenção e notificação em casos de intoxicação, processos de reavaliação toxicológica dos agrotóxicos autorizados no Brasil, entre outros temas. Essas informações são acompanhadas de orientações objetivas, buscando incentivar ações práticas de combate às irregularidades, de melhoria dos mecanismos de controle e de resistência a este modelo de agricultura.

 

Cartilhas:

Agricultura Ecológica – Princípios básico ONG Centro Ecológico –  Abordando os princípios básicos que permitem optar por tecnologias limpas, baratas e independentes do complexo industrial que hoje pressiona a produção agrícola, o Centro Ecológico busca, com essa cartilha, contribuir para que a sociedade atual siga um caminho ambientalmente responsável. 

Manual da Horta Orgânica Doméstica  Oficina de Jardim – O objetivo dessa cartilha é ensinar passo-a-passo com fotos e ilustrações como planejar, implantar, cultivar e manter uma horta orgânica dentro de casa. 

Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) Grupo Viveiros Comunitários – O material reúne informações sobre as PANCs, além de facilitar seu reconhecimento. A partir dessas informações, o conteúdo busca ampliar a consciência ambiental sobre  a necessidade de cuidados com a agrobiodiversidade e alimentação saudável e sustentável. 

Plantar, criar e conservar: unindo produtividade e meio ambiente –  Instituto Socioambiental (ISA), Programa Xingu e Embrapa -A publicação busca fornecer informações técnicas sobre como os produtores e profissionais podem planejar uma propriedade rural, associando diversificação de atividades, intensificação produtiva, valorização dos serviços socioambientais, respeitando os limites dos recursos naturais com incremento de renda. Também disponibiliza fontes de informações bibliográficas acessíveis para consulta, além de sites onde os leitores possam encontrar outras informações. 

Guia Alimentar para a População Brasileira – Elaborado pela Ministério da Saúde  e que foi incluído como uma das metas do Plano Plurianual e do I Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, ele apresenta um conjunto de informações e recomendações sobre alimentação que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade brasileira como um todo.

 

#Aja

Para ajudar a combater o uso de venenos, concentramos também em outras dicas voltadas para consumidores, trabalhadores rurais, ambientalistas, pesquisadores e profissionais da saúde e educação.

Mapa de feiras orgânicas e agroecológicas  em todo o Brasil

O  Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) –  uma ONG que luta pelos direitos de consumidores-cidadãos – criou uma ferramenta de busca que disponibiliza um  mapa de feiras orgânicas e agroecológicas em todo o Brasil (link). O mapa pode te ajudar a ter acesso aos locais que comercializam alimentos sem agrotóxicos.  

No mapa produzido pelo IDEC você encontra:

– Feiras Orgânicas ou Agroecológicas, que são uma ótima alternativa da compra direta de alimentos com o produtor, pois diminuem intermediários no processo e, consequentemente, o preço. Esses espaços, geralmente antigos e que ainda resistem em alguns municípios, precisam de consumidores para se fortalecerem.

 Comércios Parceiros de Orgânicos, que consistem em iniciativas que ocorrem diretamente entre consumidor e agricultor ou com apenas um intermediário.

– Grupos de Consumo Responsável, sendo estes consumidores organizados que, juntos, propõem comprar produtos de uma forma diferente da que ocorre no mercado tradicional, pois agregam preocupações com as questões sociais, ambientais e de saúde, da produção até o consumo. O propósito desses grupos é fomentar o consumo diretamente do produtor, seja simplesmente através da aquisição de cestas de alimentos orgânicos ou do financiamento dos produtores.

Estes grupos tem sido chamados de Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA). Alguns deles se comprometem por um ano (em geral) a cobrir o orçamento anual da produção agrícola de determinadas propriedades rurais. Em contrapartida os consumidores recebem os alimentos produzidos ali sem outros custos adicionais.

Em Minas Gerais, existem algumas iniciativas organizadas com esses valores. A CSA MINAS, por exemplo, é uma comunidade agroecológica, que reúne agricultores e consumidores (ali chamados de coagricultores) da região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma iniciativa que foi viabilizada com o apoio da Prefeitura Municipal de Sabará e da Emater/MG e funciona desde 2014.


Alguns CSAs que existem hoje em Minas Gerais

CSA Minas – organismo agrícola em Sabará

Sabará, Minas Gerais

julio@csaminas.org – whatsapp (31) 98606-0639
Site: http://www.csaminas.org

CSA Horta Pro Nobis – Lavras/MG

e-mail: csahortapronobis@gmail.com
Fone: (35) 99981-9430
Face: https://www.facebook.com/csahortapronobis/?fref=ts

CSA Maria da Fé – Depósito Bioloja

Rua Arlindo Zaroni, 233
Maria da Fé, Minas Gerais – csa.apanfe@gmail.com

CSA Poços de Caldas

Poços de Caldas, Minas Gerais

(19) 98369-3249 – Lídia Azevedo

CSA Juiz de Fora, MG

(21) 99713-5418; (21) 98865-5391 – Clara ou Daniel_

CSA Uberlândia – Lar André Luiz

Rua Ipanema, 800, bairro Copacabana, Uberlândia, MG

34-996960095 sítio ; 34-991324145 watts app;  34-99643-2101
email kabanaecologica@gmail.com (Joana)

CSA Frutal , Minas Gerais

monicaalves.jornalista@gmail.com – Monica

No Brasil existem hoje projetos em vários Estados. Você pode se informar mais sobre Associação CSA BRASIL.

http://www.csabrasil.org

Se você é ambientalista, professor ou profissional de saúde e deseja ter contato com materiais relevantes sobre o tema ou organizar um debate no seu local de trabalho, recomendamos que entre em contato com o Fórum Mineiro de Combate aos Agrotóxicos. Para entrar em contato é só enviar uma mensagem para forum.mg.de.combate.aos.agrotoxicos@gmail.com.

 Se você está na universidade, conheça os Núcleos de Estudo em Agroecologia e Produção Orgânica (NEAs). Estes são centros de referência que atuam em atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas para práticas de agroecologia e sistemas orgânicos de produção. Envolvendo professores, estudantes e a comunidade do entorno das instituições federais e estaduais, eles podem ser uma alternativa para quem está no meio acadêmico e deseja se engajar.

 

Lista de alguns NEAs em Minas Gerais

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFLA – LAVRAS/MG

Telefone: (35) 3829-5171

Responsável:  Thiago Rodrigo de Paula Assis

Email:  trassis@yahoo.com.br

Site: Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UNIMONTES – JANAÚBA/MG

Telefone:  (38) 3821-2756

Responsável:  Virgílio Jamir Gonçalves Mota

Email:  abriluni2002@hotmail.com

Site:  Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFMG – BELO HORIZONTE/MG

Telefone:  (31) 3409-2568

Responsável:  Rodrigo Pinto da Matta Machado

Email:  mattamac@icb.ufmg.br

Site: Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFV-VIÇOSA/MG

Telefone: (31) 38991045

Responsável:  Irene Maria Cardoso

Email:  irene@ufv.br

Site:  Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFU – UBERLÂNDIA/MG

Telefone: (34) 3210-5643

Responsável: Cristiane Betanho

Email: crisbetanho@fagen.ufu.br

Site: Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFMG – MONTES CLAROS/MG

Telefone: (38) 21017730

Responsável: Márcia Martins

Email: mmartins07@gmail.com

Site: Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UNIMONTES – MONTES CLAROS/MG

Responsável: Lize de Moraes Vieira da Cunha

Email:  lizeagroecologia@gmail.com

Site: Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFJF – JUIZ DE FORA/MG

Telefone: (32) 2102-3800

Responsável: Leonardo de Oliveira Carneiro

Email: leo_car@terra.com.br

Site:  Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFVJM – DIAMANTINA/MG

Telefone: (38) 3532-6062

Responsável: Valter Carvalho de Andrade Júnior

Email:  valterjr@pq.cnpq.br

Site:  Centro de referência em estudos e desenvolvimento de tecnologias para a agroecologia e para a produção orgânica na UFVJM.

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFU – MONTE CARMELO/MG

Telefone: (34) 3842-8751

Responsável:  Adriane de Andrade Silva

Email: zoodrika@gmail.com

Site: Pecuária leiteira

Núcleo de Estudo em Agroecologia – UFVJM – DIAMANTINA/MG

Telefone: (38) 3532-1200

Responsável:  Claudenir Fávero

Email: claudenir.favero@pq.cnpq.br

Site: Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – EPAMIG – BELO HORIZONTE/MG

Telefone: (31) 34895062

Responsável: Juliana Carvalho Simões

Email: jcsimoes@epamig.br

Site:  Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – EMBRAPA MILHO E SORGO – SETE LAGOAS

Telefone:  (31) 3027-1881

Responsável: Walter José Rodrigues Matrangolo

Email: walter.matrangolo@embrapa.br

Site:  Núcleo de Estudo em Agroecologia

Núcleo de Estudo em Agroecologia – EPAMIG – VIÇOSA/MG

Telefone: (31) 3891.2646/3899.5223

Responsável: Paulo Cesar de Lima

Email: plima@epamig.ufv.br

Site: Núcleo de Estudo em Agroecologia

 

Se você é agricultor e deseja abandonar o uso de agrotóxicos, vale dizer que a conversão para a produção agroecológica ou orgânica não é feita do dia para noite, a partir de uma receita única. A transformação para recuperar a fertilidade e o equilíbrio ecológico da propriedade, de modo que o uso de agrotóxicos se torne desnecessário e indesejável, é um processo gradual que varia de propriedade para propriedade. A transição deve acontecer a partir da experiência acumulada pelos próprios agricultores, mas também pode demandar orientação e acompanhamento.

Como produção agroecológica e orgânica vem crescendo no país e no estado, atualmente existem muitas entidades que fornecem serviços de assistência técnica e extensão rural e que podem ajudar nesse processo.

Em Minas Gerais, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), por exemplo, vem desenvolvendo e estimulando a transição para a agroecologia. Ali, os trabalhos são desenvolvidas a partir da demanda e da necessidade do agricultor, que interage com o técnico da entidade que tem o papel de acompanhar o dia a dia da produção.

Para saber mais informações, procure o escritório da Emater-MG em sua cidade. Ela está presente em cerca de 790 municípios do Estado. Porém, nem todos esses escritórios já fornecem assistência dentro do modelo agroecológico. Se o técnico local não tiver a formação na temática, ele demandará cursos que serão oferecidos na região.

Para saber onde encontrar um encontrar um escritório da Emater-MG, clique aqui: link

 

 Organizações Não Governamentais

Uma outra alternativa para quem é agricultor familiar em Minas Gerais e deseja eliminar o uso de agrotóxicos é procurar ONGs que atuam em diferentes regiões do estado auxiliando na transição agroecológica.

CAA- MG – O Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas é uma organização de agricultores e agricultoras familiares do Norte de Minas Gerais, que desde 1985 desenvolve ações em torno da sustentabilidade, da agroecologia e dos direitos dos povos e comunidades tradicionais.

Telefone: (38)3218 7700

E-mail: falecom@caa.org.br

https://www.caa.org.br/ 

CTA – MG – O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), fundado em 1987, é uma organização da sociedade civil que promove a Agroecologia como estratégia para o desenvolvimento social e econômico da agricultura familiar.

Telefone:  (31) 3892-2000

E-mail: cta@org.br

https://ctazm.org.br/ 

REDE – MG – A Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas (REDE) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, criada em 1986, que tem como missão contribuir para a construção de uma sociedade sustentável e para a melhoria da qualidade de vida de comunidades do campo e da cidade, por meio do fortalecimento da agroecologia e da agricultura urbana. Atualmente a Rede atua na região metropolitana de Belo Horizonte e na região leste do estado.
Telefone: (31) 3421-4172http://redemg.org.br
CAV -MG – O Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV) tem seu trabalho pautado em três eixos principais: água e ambiente; agroecologia e empreendimentos solidários; e empoderamento das mulheres. Atuando no Vale do Jequitinhonha, ele busca aliar os conhecimentos técnicos acadêmicos com o saber e a vivência dos agricultores para desenvolver de forma sustentável a agricultura familiar da região.

Telefone: (38) 3527-1401

E-mail: comunicacao@cavjequi.org

http://www.cavjequi.org/ 

CAT – MG – O Centro Agroecológico Tamanduá  (CAT) foi fundado em 23 de setembro de 1989, com a missão de promover o desenvolvimento da agricultura familiar e a agroecologia no médio Rio Doce. Suas ações são direcionadas para promover o acesso das comunidades rurais à informação, assim como a tecnologias necessárias para o seu desenvolvimento, além de apoio técnico, mobilização e articulação junto aos poderes governamentais, entre outros.

Tel: 33 3225-4818

E: mail: catgoval@hotmail.com

facebook.com/CATgoval

 

 O Pronaf Agroecologia

No processo de transição agroecológica, existem algumas dificuldades, como a falta de recursos. É aí que entra as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que possibilita o financiamento de atividades voltadas para a transição agroecológica e também para a produção orgânica pelos agricultores familiares.

O Pronaf Agroecologia é concedido a agricultores familiares que apresentarem projeto (assinado por um técnico credenciado) para sistemas de produção de base agroecológica, ou em transição para esses sistemas. Ele pode incluir os custos relativos à implantação e manutenção do empreendimento em até 35% do valor financiado. O limite por beneficiário é de até R$ 150 mil a cada ano agrícola, podendo chegar até R$ 300 mil, para atividades de suinocultura, avicultura e fruticultura. O prazo de reembolso é de até 10 anos, incluídos até três anos de carência. Os juros são de 2,5% ao ano.

Mais informações podem ser encontradas aqui: link

 

Associando a um grupo de consumidores

Quando você produtor vende para um atravessador ou para o supermercado você ganha muito pouco. Procure pessoas que gostem do seu trabalho e que vão sustentar a sua produção.  Uma alternativa é associar-se a uma Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA).

Para saber com iniciar um CSA clique aqui

Se está em Minas, e já produz sem agrotóxicos, cadastra-se na CSA MINAS

 

Ainda sobre o PL do Veneno, que está para ser votado no congresso

Leia a íntegra do projeto de lei, clique aqui.

Para ler todas as notas técnicas já divulgadas contra a proposta, clique aqui

Para ler o que o Lei.A já publicou sobre o risco dos agrotóxicos para o meio ambiente e a saúde humana, clique aqui.

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One Comment

  1. Carlos Artur Felippe Reply

    Que trabalho bacana esse de vocês! Parabéns!
    Em tempos tão áridos, o vigor que vocês emanam é uma lufada de otimismo e esperança!
    Que os deuses os abençoem e os protejam!
    Obrigado!

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