Direito à comunicação: por um mundo com muitas vozes

Novo filme do Lei.A fala sobre como a defesa do meio ambiente deve passar pela luta por uma comunicação ambiental forte

Nós vivemos reféns de uma guerra midiática. De um lado, a imprensa nacional restrita a cinco grupos empresariais responsáveis pelos cinquenta veículos de comunicação com maior audiência no Brasil. Do outro, verdadeiras máquinas obscuras de “fake news”, usadas politicamente para distorcer fatos e realidades de forma criminosa. Feita essa análise, nós do Lei.A lhe chamamos a algumas reflexões: 

#Conheça 

Pensando nisso, resolvemos falar sobre um direito individual desconhecido pela maioria das pessoas e que sofre tanto com a concentração dos meios de comunicação de massa nas mãos de grandes grupos econômicos, quanto pela ação criminosa que contamina a comunicação por meio de “falsos comunicadores” e suas máquinas de produção de fake news. Precisamos falar sobre o DIREITO À COMUNICAÇÃO.

EM 1983, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) promoveu um debate, chamado “Um mundo e muitas vozes”, para discutir questões relacionadas à comunicação na atualidade. O foco era sugerir uma nova ordem comunicacional para resolver esses problemas e promover a paz e o desenvolvimento humanos. O resultado do encontro motivou a publicação de um documento chamado Relatório MacBride.

Se você tiver interesse em consultá-lo na íntegra, clique aqui. Já o Observatório da Imprensa fez uma análise direta do Relatório MacBride e nos traz assim o cerne da questão:

 “O documento reforçou explicitamente a necessidade de reconhecimento do direito humano à comunicação como princípio jurídico, sendo este conjunto de textos até hoje a principal referência dos estudos que abordam a emergência do direito humano à comunicação. Dialogando com os processos políticos da época, o relatório predizia que a comunicação não poderia estar somente nas mãos do mercado nem tampouco do Estado, deveria estar nas mãos da sociedade civil. Assim, apontava diretrizes para o reconhecimento e a efetivação de outro modelo de comunicação global, com um fluxo de informação e conhecimento horizontal, privilegiando o diálogo em detrimento do monólogo, não restritivo aos detentores das novas tecnologias, que descentralizasse o poder e a riqueza, que buscasse a emancipação de todos os povos e suas respectivas culturas, e que priorizasse a radicalização da democracia.”

 

#Monitore

Motivados a trazer a discussão sobre o direito à comunicação para o campo da defesa do meio ambiente, nós do Lei.A produzimos um filme documentário, onde ouvimos diferentes grupos que colocam em prática esse modo de ser protagonista da informação, sem depender da grande mídia e tampouco, se tornar refém da criminosa rede fake news. Eles são a terceira via. São representantes de projetos e coletivos de comunicação ativos em Minas Gerais em busca de uma construção conjunta de um novo mundo informacional, onde exista a possibilidade de acesso à informação, mas também a sua diversidade, para que se torne efetiva e tenha algum valor oficial no cenário público. Dê o play!

#Aja

 O direito à comunicação é um tema que deve seguir gerando debates, afinal, não é da noite para o dia que se estabelece a mudança de perspectiva. Para tomar essa como sua bandeira, um bom começo é pesquisar sobre grupos, coletivos, organizações e instituições que atuam com esse foco na região que você mora. Procure saber sobre esses trabalhos, divulgue, pense em formas de colaborar para que se fortaleçam. Fazer com que essas ideias cresçam é um bom começo para quem sonha em ver a democratização das mídias ser uma realidade. 

Num próximo conteúdo, iremos trazer uma lista de comunicadores, veículos e projetos independentes de comunicação que abordam a temática do meio ambiente e os direitos humanos. Acompanhá-los é uma forma de monitorar avanços e retrocessos ambientais sem o risco da influência econômica, política ou criminosa, como no caso das fake news.

Caso você queira utilizar o nosso filme “Direito à comunicação” em debates, aulas, palestras ou reuniões, entre em contato conosco pelo nosso e-mail: leia@leia.org.br

Se quiser apenas compartilhar o filme, visite o nosso IGTV do Instagram ou o Youtube: www.instagram.com/leiaobservatorio | https://www.youtube.com/channel/UCGTX0QcyHccXAatJoWtIrAw

 

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